Nos
últimos 30 dias, foram duas mortes por arma de fogo, inúmeras ocorrências de
furtos a residências e veículos, assaltos a mão armada em vários bairros de
Lagoa da Prata; a sensação de que ninguém está seguro, parece tomar conta da
população que tenta se proteger com grades, concertinas, cercas elétricas,
câmeras de segurança, estamos nos presos em nossas casas e deixando em
liberdade os bandidos.
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Assaltos
a mão armada em plena luz do dia se tornam rotineiros, a sensação é que nem
dentro de nossas casas estamos mais seguros.
Com a lentidão de instalação do sistema “olho vivo” em nossa
cidade, os crimes contra o patrimônio e a vida vem aumentando de forma assustadora
e já surgem questionamentos da eficácia do monitoramento que se pretende no
combate à criminalidade.
Com ordem de serviço dada no final de 2016, o processo de
instalação das câmeras de segurança, se arrasta em um faz e desmancha que
parece não ter fim nem planejamento, lá se vão quase 120 dias de implantação e já
não encontramos quem se atreva a dizer; quando? Como? E com que eficácia estará funcionando; o certo
é que a literatura sobre segurança pública, aponta o monitoramento de vias
públicas, popularmente conhecido como “olho vivo”, como uma ferramenta de
auxílio a prevenção e elucidação de crimes, porém sem um efetivo policial que o
monitore e promova ações ostensivas a partir das imagens captadas pelas câmeras,
se tornam apenas um enfeite, quando não um estorvo para o trânsito e motivo de
piadas do cidadão.
Sabidamente por todos, e amplamente noticiado pela mídia
local, o efetivo das Policias Civil (investigativa) e Militar (ostensiva) não é
o ideal e nem o recomendável para garantir segurança à uma população de quase
50 mil habitantes, segundo o IBGE, a Guarda Civil Municipal, criada com o
intuito de fortalecer as ações de proteção ao patrimônio e a vida, auxiliando
as ações da Policia Militar, se encontra sucateada com mínimo de agentes e mau
equipada, o que tem trazido desmotivação aos agentes, segundo relato deles.
Diante do triste quadro que descrevemos a criminalidade
avança e passamos a fazer parte de uma estatística que nos apavora; explosão e
roubo a agencia do Banco do Brasil, assaltos a casas lotéricas, assaltos a
supermercados, postos de combustíveis, residências e ao cidadão, que não pode
sequer andar pelas ruas sem temer a expressão comum daqueles que nos abordam, “perdeu!”,
nos tornamos assim reféns do medo;
As Policias Civil e Militar, mesmo diante de tantos problemas
de efetivo e logística, tem se esforçado e apresentado resultados positivos na
elucidação de alguns crimes e recuperação de bens furtados, a ação ostensiva de
“batidas policiais”, tem afastado alguns criminosos das ruas e trazido uma
sensação maior de segurança, mais os assassinatos ocorridos no último mês, nos
parece mostrar que o crime apenas mudou de lugar e se tornou mais violento.
É preciso ações mais enérgicas e rapidez da administração
pública municipal, para fazer conter o avanço da violência; o aumento tão
propagado durante campanha eleitoral do efetivo da Guarda Municipal, seu
treinamento para uso de armas de fogo, ou outras armas de combate à criminalidade,
nos daria o complemento que irá faltar ao sistema olho vivo, para que ele não
se torne apenas marketing, número
suficiente de agentes de segurança, para monitorar a central de imagens e agir
com eficácia na abordagem e acompanhamento de suspeitos. Triplicar o número de
agentes da Guarda Civil Municipal e ostensivamente coloca-los nas ruas, em
apoio e parceria com as Policias Civil e Militar, será com certeza um passo
seguro para voltarmos a ter tranquilidade de andar pelas ruas de Lagoa da
Prata.

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