terça-feira, 11 de abril de 2017



REFORMA ELEITORAL:     





                O FIM DA LIBERDADE DE ESCOLHA?

11/04/2017
LISTA FECHADA:
VENDA SOBRE OS OLHOS DO ELEITOR.

Em breve análise; a reforma eleitoral que segue a toque de caixa no Congresso brasileiro, pode tirar do eleitor  o direito de saber quem ele está votando,  uma vez que, se aprovada a votação em lista fechada para o legislativo, serão os diretórios de cada partido político ou seus presidentes, que indicarão os primeiros de cada lista de eleitos, garantindo assim a permanência de velhas e conhecidas raposas na representação politica brasileira. 


       REFORMA ELEITORAL:   
      O FIM DA LIBERDADE DE ESCOLHA?

          LISTA FECHADA: VENDA SOBRE OS OLHOS DO ELEITOR.

Enquanto nós nos preocupamos, e devemos sim, preocuparmos com as reformas Trabalhista e da Previdência Social,  conduzidas pelo atual governo e sua base de apoio no Congresso Nacional, uma outra reforma, segue também sem muito ser discutida com o eleitor, e sem as bandeiras de luta levantadas pelo movimento sindical, A REFORMA POLÍTICA,  talvez seja a mais importante de todas elas, porque é exatamente a partir dela que estaremos elegendo os Deputados e Senadores já no próximo ano, e serão estes senhores e senhoras, os  responsáveis pelas mudanças e aprovações de emendas ao texto constitucional nos próximos anos.
            
        A Reforma Política, da forma como esta proposta na Câmara dos Deputados, propõe a adoção da chamada LISTA FECHADA de candidatos, assim, nós eleitores, não saberemos em quem estamos votando; votaremos em uma legenda e os líderes, presidentes destes partidos, irão apresentar uma lista de seus preferidos, e não os preferidos do eleitor para serem eleitos; é isso mesmo, NÃO SABEREMOS EM QUEM ESTAMOS VOTANDO, se aprovada da forma como está, estaremos transmitindo aos líderes partidários o direito de escolher por nós, assim velhos caciques e conhecidas raposas da Política brasileira, continuarão a nós representar e garantirão o foro privilegiado, mantendo o direito de serem julgados apenas pela mais alta corte do país.

         
        Lutar por uma Reforma da Previdência mais humana e que não penalize tanto os que estão em vias de se aposentar é preciso, lutar para que direitos trabalhistas não sejam ignorados e dilapidados na reforma trabalhista é necessário, mas não podemos ficar assistindo a uma Reforma Política, sem o devido debate com a sociedade correndo o risco com isso,  de ver dilapidado um dos pilares da nossa jovem e já tão maltratada democracia: A LIBERDADE DE ESCOLHER QUEM NOS REPRESENTA.