Em
breve análise; a reforma eleitoral que segue a toque de caixa no Congresso
brasileiro, pode tirar do eleitor o
direito de saber quem ele está votando,
uma vez que, se aprovada a votação em lista fechada para o
legislativo, serão os diretórios de cada partido político ou seus
presidentes, que indicarão os primeiros de cada lista de eleitos, garantindo
assim a permanência de velhas e conhecidas raposas na representação politica
brasileira.
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LISTA
FECHADA: VENDA SOBRE OS OLHOS DO ELEITOR.
Enquanto
nós nos preocupamos, e devemos sim, preocuparmos com as reformas Trabalhista e
da Previdência Social, conduzidas pelo
atual governo e sua base de apoio no Congresso Nacional, uma outra reforma,
segue também sem muito ser discutida com o eleitor, e sem as bandeiras de luta levantadas
pelo movimento sindical, A REFORMA POLÍTICA, talvez seja a mais importante de todas elas,
porque é exatamente a partir dela que estaremos elegendo os Deputados e
Senadores já no próximo ano, e serão estes senhores e senhoras, os responsáveis pelas mudanças e aprovações de
emendas ao texto constitucional nos próximos anos.
A Reforma Política, da forma como
esta proposta na Câmara dos Deputados, propõe a adoção da chamada LISTA FECHADA
de candidatos, assim, nós eleitores, não saberemos em quem estamos votando; votaremos
em uma legenda e os líderes, presidentes destes partidos, irão apresentar uma
lista de seus preferidos, e não os
preferidos do eleitor para serem eleitos; é isso mesmo, NÃO SABEREMOS
EM QUEM ESTAMOS VOTANDO, se aprovada da forma como está, estaremos transmitindo
aos líderes partidários o direito de escolher por nós, assim velhos caciques e
conhecidas raposas da Política brasileira, continuarão a nós representar e
garantirão o foro privilegiado, mantendo o direito de serem julgados apenas
pela mais alta corte do país.
Lutar por uma Reforma da Previdência
mais humana e que não penalize tanto os que estão em vias de se aposentar é
preciso, lutar para que direitos trabalhistas não sejam ignorados e dilapidados
na reforma trabalhista é necessário, mas não podemos ficar assistindo a uma
Reforma Política, sem o devido debate com a sociedade correndo o risco com isso,
de ver dilapidado um dos pilares da
nossa jovem e já tão maltratada democracia: A LIBERDADE DE ESCOLHER QUEM NOS
REPRESENTA.

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