quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

NA BATALHA TRAVADA ENTRE O HSC E A PREFEITURA MUNICIPAL, JÁ TEMOS UM PERDEDOR: A SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL.






NA BATALHA TRAVADA ENTRE O HSC E A PREFEITURA MUNICIPAL, JÁ TEMOS UM PERDEDOR: A SAÚDE PÚBLICA MUNICIPAL.






25/01/2017
SEM DÚVIDA, O PACIENTE SAI PERDENDO...


Estamos “assistindo”, via imprensa local e regional um verdadeiro cabo de guerra entre a Fundação São Carlos, que administra o HSC e a Secretaria Municipal de Saúde, batalha essa onde apenas a administração municipal, via secretário de saúde se manifesta, com a alegação de que o HSC, não presta contas dos convênios assinados com o município e é pouco transparente em suas ações, o Prefeito Municipal se nega a assinar novos convênios com o Hospital, que por sua vez sem os recursos pactuados com Lagoa da Prata, não consegue atender as chamadas Cirurgias Eletivas e realizar outros atendimentos essenciais a população, como manter o Sobreaviso de atendimento médico na UPA, que tem gestão municipal, enquanto isso cirurgias já marcadas são remarcadas até que se resolva o que nos parece ser apenas, fumaça para desviar um pouco o foco sobre as investigações de possíveis irregularidades que pairam sob a gestão municipal.
O Hospital São Carlos, é uma instituição privada, filantrópica sob gestão estadual, classificado como hospital geral nível III na rede resposta, atendendo a média complexidade.
Sob gestão estadual, presta contas por obrigação constitucional ao Ministério público, que é seu curador.
não estando portanto subordinado a administração pública municipal, mais sendo de extrema importância no atendimento à saúde nos casos de  média complexidade, as alegações de descumprimento de metas estabelecidas e de má gestão feitas pela administração municipal contra a Fundação São Carlos, são facilmente contraditadas em documentos expedidos pelo próprio secretário de saúde e pelos membros do Conselho Municipal de Saúde, que aprovou TODAS as prestações de contas dos convênios, enquanto a administração pública municipal, através de seu secretário, usa dos espaços de mídia para levantar ilações contra o HSC, sua direção prefere manter o silêncio, uma vez que o MP local, é possuidor de todas as informações necessárias e solicitadas ao Hospital para entender o que se passa e sem dúvida irá exercer o papel de mediador das relações entre HSC e Prefeitura, para salvaguardar o direito constitucional de cada um de nós a SAÚDE PÚBLICA.
Nesta guerra de vaidades, cabe lembrar ao poder público local que sua obrigação constitucional é fazer SAÚDE PREVENTIVA (básica) e as reclamações de falta de medicamentos na farmácia municipal, ausência de médicos e atendimento precário nos PSFs, são rotineiros e vivemos assombrados pelo mosquito da dengue, pairando agora sobre nós o retorno da febre amarela.



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